trago um caminho
e leva-me tão próximo,
quase toque,
no rosto daquele que se faz distante
passo a passo, um apôs o outro,
como quem opta por caminhar sem sentido,
e traz bem sentido o longe
que cada passo traz
quando se caminha em direcção ao outro
esquecido de caminhar além de si
dobrado sobre o medo de olhar longe
arrefecido no estreito caminhar.
Venham caminhar comigo
que o meu caminho leva-me contigo
tão próximo, quase toque,
não de mais
para não ser confundido
recordado das possibilidades do outro
me libertar no amor para andar
na distância
Caminhamos no Caminho,
procuramos ser a areia
que a pegada peregrina, toca.
Distância próxima.
O rosto do peregrino
fica desenhado na areia do Caminho.
Mesmo que a aragem levante
os pequenos grãos de areia
voltam novamente ao lugar
para aconchegar
a pegada peregrina.
Na memória têm o rosto
daquele que com o seu
passar, cadenciado,
os tocou.
Livremente o desenham
porque livre, também,
é o seu Caminho.